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Ações do Banco Central tentam liberar crédito para microempresas

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03/11/2020
crédito para microempresas

A crise causada pelo novo coronavírus aumentou a demanda dos negócios por crédito empresarial. O problema é que existe uma dificuldade dessas empresas, principalmente as micro e pequenas, de conseguir efetivamente esse dinheiro. Nesse sentido, o Banco Central vem tomando medidas ao longo dos últimos meses para liberar crédito para microempresas.

Para se ter uma ideia do entrave do acesso ao crédito empresarial, 51,4% das microempresas e empresas de pequeno porte não conseguiram o crédito solicitado, segundo um levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Sebrae. No caso dos microempreendedores individuais (MEIs), a situação é ainda mais difícil, já que 68,5% tiveram o acesso a uma linha de crédito negado.

Nesse cenário, o Banco Central anunciou medidas com potencial para liberar R$ 272 bilhões em crédito para microempresas e empresas de pequeno porte – e cabe às instituições financeiras concederem o crédito às empresas.

Crédito para microempresas e seus entraves

Como bem sabe qualquer empreendedor, o acesso ao crédito empresarial pode ser bastante burocrático. Bancos tradicionais costumam exigir histórico de crédito, nome limpo e garantias em troca da concessão de financiamentos para empresas. Mas, hoje em dia, existem alternativas na hora de buscar crédito para microempresas e empresas de pequeno porte. Surgiram no mercado as fintechs e outras instituições financeiras que trabalham com modelos alternativos. O Tomático é uma delas, e concede crédito fácil e sem burocracia. Se você se interessou e quer saber mais, acesse o FAQ completo do Tomático e tire suas dúvidas.

De qualquer forma, vamos entender um pouco melhor o que o Banco Central tem feito para destravar o crédito para microempresas. Conheça duas medidas anunciadas.

Liberação de compulsórios

Uma das medidas consiste na liberação de valores dos depósitos compulsórios para os bancos, desde que eles tenham concedido crédito para capital de giro para empresas com até R$ 50 milhões anuais de faturamento. Os depósitos compulsórios, para quem não sabe, são um mínimo de dinheiro dos bancos que precisa ficar retido no Banco Central para dar segurança ao sistema financeiro. Aqui, o potencial de liberação de crédito é de R$ 55,8 bilhões.

Capital de giro para empresas

Uma segunda medida anunciada pelo Banco Central foi o programa Capital de Giro para Preservação de Empresas. Nesse caso, os bancos estão autorizados a emprestar R$ 127 bilhões que estão contingenciados nos próprios bancos – diferentemente dos compulsórios, que são mantidos no Banco Central. O público-alvo aqui são empresas com faturamento anual até R$ 100 milhões.